quarta-feira, janeiro 31, 2007

Regra de três. Composta.

Se um gato e meio mata um rato e meio em uma hora e meia, quantos ratos estarão trucidados ao final do período de um dia lunar?

Essa pergunta sempre caiu nos vestibulares das mais renomadas facilidades de ensino no brazil, somente para pwnar as pessoas em sua incapacidade total e plena em resolver este problema matemático. Este enunciado nos é velho conhecido e aparece até hoje em provas, vestibulares, e concursos públicos para vigilante da FEBEM.

A verdade é que a resposta para esta pergunta pode variar dependendo do país. O motivo? Nem todos os países tem os mesmos atributos para seus ratos ou gatos. Por exemplo - um gato persa (sendo este da pérsia) provavelmente matará mais ratos do que um gato siamês (sendo este do monte Sião), visto que na pérsia a utilização de cimitarras, espécie de espada de lâmina curva, é amplamente difundida.

Armamento à parte, a eficácia de um gato em cumprir o seu papel predatório sobre a espécie frequentemente desavantajada (apesar de não-raro mais numerosa) pode depender também da burocracia nas leis de um país. Há países em que mesmo o felino com a mais aguçada visão, afiadas garras e leves espadas torna-se incapacitado como um saci andando de skate.

Vejamos: ao chegar no brazil, um gato precisa primeiro preencher um formulário de entrada no país, e declarar seus pêlos à receita fuderall. Isto é uma medida para conter o avanço de contrabandistas de perucas de pelo de gato e o transporte facilitado de drogas dentro do estômago dos bichanos, habilmente escudados em bolas de pêlo tossidas periodicamente. No tapete.

Em seguida, a ele é incumbida a tarefa de sair do aeroporto. É claro, atrás dos balcões de VASP e Varig se encontram ratos facilmente, mas esses são sindicalizados e acredita-se que desempenham papel importante no balanceamento de peso nas asas dos aviões das ex-gigantes.

Fora do aeroporto, o gato precisa encontrar um lugar com muitos, muitos ratos. Pode ser algum galpão abandonado num porto, uma rodoviária, o palácio do planalto ou até mesmo um hospital público. E que a caçada comece. Um gato e meio sai correndo atrás de um rato e meio, até o INMETRO barrar a atividade dele. Ninguém no mundo pode permitir que um gato e meio transite por aí. Nem sonhando - só números inteiros.

Logo depois o IBAMA interrompe novamente os dois gatos, alegando que gatos estrangeiros precisam pagar uma alíquota de 125% por rato capturado, como uma medida de subsidiar os gatos locais. Vendendo até as calças pra caçar ratos, os gatos voltam à caçada somente para que um chefe do narcotráfico de ratos os intimidem com cachorros Pitbull - esse território é meu, gatunos.

Ao fim do dia, os gatos exaustos seguem com uma pequena sacola de ratos. O fruto de um dia inteiro de trabalho. A polícia os aborda -

P: Esses ratos são seus?
G: São
P: Tem nota fiscal, chefia?
G: ...não
P: Então vai passando pra cá

Conclusão: se um gato e meio come um rato e meio em uma hora e meia, é porque teve cruzamento com Chuck Norris, ou não mora no brazil.

E viva a Pérsia!!1!one