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Se os senhores olharem atentamente pela janela direita, verão (futuro de
ver, não o que vem depois da prima vera) que no post anterior eu deixei habilmente 3 (três) asteriscos. Eles fazem referência a um senhor de cuja mente é, de cujus e factus lex plenus, deliberadamente perpetrante de uma imaginação deveras desenvolvida.
Cá onde moro, na Base Interamericana de Operações Táticas do Triple-A, há um campinho de football (sério... quem fizer essa piadinha e ainda conseguir rir tem um sério problema), representado por um gramado (
verde) e de uma (1) trave (|¯¯¯¯¯¯¯|x1). Certo, por mim não há problema que o campo não seja pintado; que não haja uma trave para que o time adversário possa marcar gols, ou que a grama esteja majoritariamente numa altura proibitiva para a prática do esporte (mas tem quem diga que está na altura certa para crescer wild pokémons). O problema é que daqui da minha Torre de Comando eu posso observar o tal campo.
De uns tempos pra cá a atitude de um certo cavalheiro vem me chamando muito a atenção. Não só a minha, eu imagino - e provavelmente era justamente o que ele queria. Feche os olhos e imagine isso:
- Um tiozão de meia-idade
- ligeiramente calvo se não me engano
- sozinho
- com 1 (um) taco de golf
- com uma (1) bola de golf
- Neste campo de soccer acima descrito.
Abra os olhos. FUDEU - é, o cara tá lá. De verdade. Jogando golf. Habilmente.
É incrível como certas atitudes das pessoas refletem a mais profunda índole e as experiências mais enterradas no ser. Ei-lo - jogando golf, no brazil, num campo de FOOTBALL, com UM TACO (aparentemente
um SW).
Arrisco-me a fazer uma análise bem Freudiana. Acho que o cavalheiro não queria estar no nosso país (já que nega vigorosamente qualquer traço de respeito às tradições proletarianas), fantasia estar jogando outra coisa¹ [provavelmente sinuca (por causa do taco-solitário), o que dá reforço à tese de que ele busca isolamento e reclusão, dada a característica
social das partidas de snooker/billiards], ¹cousa esta em que NUNCA poderá vencer (nem perder, já que o conceito de confronto envolve duas forças opositoras concorrentes num mesmo plano) dada a TOTAL ausência de buracos no dado campo. Devo lembrar-lhes de que a bola de golf é de cor branca, a mesma coloração das bolas de cue utilizadas em snooker.
Concluindo: diante da visão de país errado, campo errado e JOGO errado, ele no mínimo crê estar em uma
sinuca de bico e exterioriza sua contrariedade com tais actos.
Não que eu precisasse fazer isso. Mesmo. Mas não posso negar que também torço para que o ridículo aflore à percepção dessas pessoas.
Mas se não der, que pelo menos ele se divirta fazendo uns touchdowns. \_o_/
Técnicas Avançadas de Semântica e Estudos de Hermenêutica com o Mestre Falk
SHAAAAAAAAA! Aposto que vocês adoraram o título deste post. Anyways, acho que uma sigla vai cair bastante bem para essa série de episódios sobre este assunto tão interessante (e que você só acompanha aqui no Triple-A) - T.A.S.E.H. para Técnicas Avançadas de Semântica e Estudos de Hermenêutica. Capítulo I.
Vejamos. Frequentemente usamos as palavras sem nem ao menos sabermos de onde elas vêm. Ou se o significado é aquele mesmo. Às vezes só pra "falar bonito", naquelas vezes onde perdemos a digníssima oportunidade de ficarmos calados e nos passarmos por pessoas espertas. Ou decentes. Juntamente com o dicionário do Aurélio, cidadão deveras célebre assim como o Mestre Falk, trazemos à elucidação termos de extrema conotação escrotizante, sendo eles - idiota, imbecil e cretino.
No seu dicionário, idiota é um cara que votou no Lula, votou no Lula de novo, que jura de pés juntos que o brazil é a nação do futuro ou que se auto-denomina um "baka ^_____^". Mas, na verdade, idiota é alguém que sofre de idiotia:
Idiotia
2. Psiq. Atraso intelectual profundo, caracterizado por ausência de linguagem e nível mental inferior ao da idade normal de três anos, e muitas vezes acompanhado de malformações físicas.
Por que será, né?
Nossa próxima palavrinha mágica é "imbecil", que no seu dicionário popular é alguém que assiste o Big Brother, dá graças a Deus por morar no Rio já que Sâo Paulo tá muito violento, ou joga golf sozinho num campinho baldio de futebol***. Na verdade,
Imbecilidade
3. Psiq. Atraso mental acentuado, situado entre a debilidade mental e a idiotia, que se caracteriza pela incapacidade intelectual do indivíduo de utilizar e compreender a linguagem escrita, e de prover ao seu sustento, situando-se-lhe (porra, situando-se-lhe-os-vos-te? sentiu o combo cancelado de próclises hein) o nível intelectual entre o de três e o de sete anos, nos testes de inteligência.
Atentem à parte "situado entre a debilidade mental e a idiotia". Isso sugere que como em Ragnarok, existam levels ou classes de retardamento. Alguns só chegam a idiotinhas; outros se dão bem na carreira e chegam a presidente da república e tudo. Outros realmente SE EXCEDEM na proficiência idiótica e comparecem às urnas pra realmente elegerem alguém.
Finalmente, os meus preferidos - os cretinos:
Cretinismo
[De cretino + -ismo.] (ismo como estilo de vida, caminho por-trilhar)
S. m.
1. Cretinice. (NO SHIET?)
2. Patol. Estado mórbido produzido pela ausência da glândula tireóide, ou pela insuficiência muito acentuada de funcionamento dela.
Que realmente cretinismo devia ser encarado mais seriamente como uma doença, todo mundo sabe. Mas que já é questão de hormônios....
Uma vez me disseram que o governo fornece sal de cozinha iodado pra evitar que a tireóide dos outros pare de funcionar. Aparentemente, as ppm (partes por milhão) de iodo são mantidas baixas intencionalmente, como alguma forma de conspiração estatal pela pró-cretinização em massa das pessoas. Dessa forma, ninguém pode evitar a cretinice sem se tornar hipertenso - e um hipertenso não-cretino entra em estresse profundo (em decorrência de seu avantajado senso crítico de não-cretino), morrendo precocemente, completando o ciclo conspiratório de controle populacional em massa. Aliado ao pútrido sistema de saúde público, habilmente mantido pútrido para tais propósitos.
Juntamente ao sistema pela pró-idiotização em massa das crianças (liderado pela rede GLOBO de televisão, Xuxa e Maurício de Sousa Produções), não é à toa que o brazil é um país de conveniência inesgotável.
Bom, é isso aí meus queridos. Assim termina a primeira lição de T.A.S.E.H. do Triple-A. Haverão outras, se o governo não me der um sumiço em um avião da FAB, jogando o Mestre Falk em algum lugar do oceano.
Dance text kirby! Like there's no tomorrow < ( ^.^ ) > ^ ( ^.^ ) ^ > ( ' . ' ) > < ( ' . ') <
Omni-omatopos éias
Bem francamente, eu não sei se a classe gramatical semântico-morfossintática dessas palavras é realmente a de onomatopéias, mas com certeza são tentativas de escrever efeitos sonoros no papel. Ou em mídia digital no padrão ASCII. Vejamos:
Todo mundo sabe que o gato mia e o pinto pia porque o primeiro faz "MIAU" e o pinto faz "PIU", tornando o processo de memorização onomatopédico extremamente prático. Algumas outras aproximações são perfeitamente possíveis utilizando-nos do mesmo processo, como o do galo que faz có-có e, através de uma hábil e discreta distorção (pelo processo de mera-conveniência), é dito que o galo
cacareja.
O problema todo começa quando algumas bestas mais inconvenientes proferem seus sonidos lacustres e estes nem sempre encontram correspondentes etimológicos na língua por-tuguesza. O gato mia-miau, mas o cachorro late-auau...? Errou profundamente quem disse que o cachorro "áua". E pior, dizem por aí que cachorro também
ladra, vindo daquele ditado "cão que ladra não morde".
Até porque se o cachorro além de roubar ainda tiver que morder você tem um problema sério.
Agora, esse até que é um exemplo comum já que cachorro todo mundo sabe quando tá latindo. A vida em sociedade, a mesma que salva os humanos da morte certa para legiões de coyotes, é também a mesma que te colocará do lado de um vizinho louco de meia-idade que cria 5 yorkshires que adoram latir durante a noite.
Mas e o som do falcão? Do pato? Do lêmure de cauda anelada? Ah garotinho, agora você se fudeu. É, você aí que sabe até qual o coletivo de cobra e aumentativo de água. Tem sempre um fanboy idiota na nossa escola que adora decorar essas porcarias em português, mas aposto que a máscara deles ia cair numa aula de linguística Falkiniana. O verdadeiro conhecimento às vezes pode não estar num livro.
Me pergunto também o que o coelho faz. Pra mim coelho que é coelho faz mais coelho. Habilmente. Sempre tão ocupado que nunca tem muito tempo de falar, e aposto que nunca ninguém ouviu um coelho se comunicar tanto assim - razão suficiente pra nenhum ser humano são saber qual o som do coelho. E aposto que eu vou levar bons anos pra escrever tantas vezes a palavra "coelho" no mesmo parágrafo. Droga, olha ela aí de novo...
A verdade é que sempre que inventam uma regra r0x um babaca tem que vir inventar uma exceção. Porra, se a vaca faz "MU", "mugir" é uma onomatopéia ótima. Mas se o ganso faz "qué qué", porque que ele tem que "grasnar"? Oh, mundo cruel. Se é que um ganso faz qué qué, se é que um ganso realmente grasna. No momento, to mais preocupado se eu deveria ter escrito qué qué com trema no "u" do que com barulho de ganso.
Dizem que os gansos são excelentes cães de guarda. Não acreditem nisso porque cão que tem pena é sinal de que a atmosfera provavelmente está saturada com vapores de carbonização de vegetações herbáceas alucinógenas.
Vou ficando por aqui, deixando-os a digníssima chance de filosofar ao som de um clássico da MPB: "E o pintinho? piu, piu, piu...."